
DÍVIDAS OCULTAS Iniciou esta terça-feira, o interrogatório do último réu do julgamento das dívidas ocultas e o Ministério Público preparou um rol de duzentas perguntas. Trata-se do antigo director de inteligência económica do SISE, Carlos António do Rosário. Entrada euforica do réu António Carlos do Rosário, a tenda do julgamento das dívidas ocultas. O antigo homem de inteligência económica do Serviço de Informação e Segurança do Estado esbanjava confiança. Trata-se do 19º réu, portanto, o último antes da entrada em cena dos declarantes, já na próxima segunda-feira. O Ministério Público informou ao tribunal que preparou um volume considerável de perguntas ao réu António Carlos do Rosário, acusado de quatro crimes: abuso de cargo ou função, corrupção passiva para acto ilícito, associação para delinquir e branqueamento de capitais. Antes do início da audição propriamente dita, a defesa do réu colocou alguns pontos de ordem, com destaque para questões religiosas e o desconforto no uso da máscara por parte do seu constituinte. Do desconforto com a máscara facial, António Carlos do Rosário, apresentou-se como polígamo diante do juíz. Quando confrontado com as acusações, o réu tratou de explicar a inteligência económica do SISE e as várias missões secretas no país e além fronteiras. Considerou viável e oportuno, o projecto da Zona Económica Especial.