
O drama das escolas sem condições de ensino e aprendizagem continua. Pelo menos 1200 alunos tem aulas de baixo das árvores no Bairro de Zintava distrito de marracuene num universo de 1800 alunos. As mulheres moçambicanas tem o hábito de andar com capulanas nas bolsas para qualquer eventualidade. Mas não é o caso destas crianças que são obrigadas a andar com capulana nas pastas para servirem de carteiras. Com a pandemia da covid 19 e as aulas faseadas, a situação piorou nesta escola, uma vez que o número de alunos que tem aulas de baixo das árvores ultrapassa a média de alunos nas salas de aula. Uma escola que serve de corredor para os moradores do bairro Zintava, o que consequentemente influencia no aprendizado das crianças. Apesar de estarem a estudar ao relento, os professores dão o seu máximo para captar a atenção dos estudantes e garantes que ainda assim, estes assimilam a matéria. Pelo fato de não existirem boas condições de ensino e aprendizado, as professoras acrescentam que os dias de chuva e mau tempo são os piores. Por ser uma situação que deixa qualquer um emocionado, os pais e encarregados de educação desta escola iniciaram uma obra para construção de mais salas de aulas, mas que foi interrompida algum tempo depois. Os mais lesados com esta situação, que são o futuro de Moçambique, as crianças, pedem por melhores condições de ensino. A Escola primária completa de Zintava conta atualmente com 1818 alunos, dos quais 1279 tem aulas ao relento e apenas 539 nas seis salas de aulas existentes.