
TRAGÉDIA DE HULENE O Conselho de Ministros aprovou nesta terça-feira, a transferência de cerca de 26.1 milhões de meticais para apoiar as vítimas do deslizamento da lixeira de Hulene em 2018. A Miramar retornou ao local da tragédia e muita coisa mudou. Uma madrugada que ficou na retina de muitas famílias que residem arredores da lixeira de Hulene, na cidade de Maputo. Com chuva intensa, a montanha de lixo acumulado desabou sobre as residências. Vovó Raquel é uma das vítimas dessa tragédia. Conta à nossa reportagem que a sua residência foi engolida pelo lixo... perdeu tudo que tinha e disse que não consegue apagar a imagens e o som dos gritos de socorro de muitas famílias que sofreram com o deslizamento da lixeira. Passados esses anos e já sem vestígios das residências engolidas pelo lixo, algumas famílias foram reassentadas noutros bairros e outros ainda permanecem no local e reclamam do atraso no subsídio. O valor da assistência as vítimas é canalizado trimestralmente. Em meio a essa “nuvem de desconfiança”, o Conselho de Ministros, em mais uma sessão ordinária, aprovou a transferência de mais uma verba para apoiar as vítimas da tragédia de Hulene. São pouco mais de 26 milhões de meticais. O desembolso, acontece meses depois das vitimas da lixeira de Hulene terem se amotinado defronte do edifício do Conselho Municipal da Cidade de Maputo. O Governo indica que o valor é proveniente de receitas colectadas pelo sector da Terra e Ambiente, para o Conselho Municipal da Cidade de Maputo.