
ANALISTA DIZ QUE A FRANCA TEM INTERESSES POLITICOS As preocupações devido à crescente tensão na fronteira da Rússia com a Ucrânia não estão restritas à Europa. O conflito entre os dois países provocaria o envolvimento das principais potências militares do mundo. A Ucrânia acusa a Rússia de despachar dezenas de milhares de soldados para a fronteira entre os dois países, no que seria um preparativo para uma invasão ou uma acção militar de grande escala. Já a Rússia diz que não planea atacar o território ucraniano, mas sim garantir sua segurança, e acusa o vizinho (e os EUA) de estar adoptar um comportamento desestabilizador na região. As tensões reverberam na Europa e no mundo, com o envolvimento da União Europeia e dos EUA nas conversas e com novas ameaças de sanções contra o governo russo. Por que países ocidentais estão preocupados? A Rússia estacionou mais de 130 mil soldados na fronteira com a Ucrânia, além de equipamentos pesados e suprimentos, o que suscitou receios de uma invasão iminente. A Rússia nega qualquer intenção de invadir a Ucrânia, mas emitiu várias exigências contra o que considera ameaças da aliança militar atlântica Otan, integrada por 30 países, incluindo França, Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido e Turquia Macron é o maior líder ocidental a visitar a Rússia desde que o país começou a reunir tropas na fronteira (mais de 100 mil soldados russos já estão perto da Ucrânia). O presidente francês deve buscar a reeleição em abril e tenta se posicionar como mediador da crise. Macron disse a Putin que busca uma resposta "útil" e que "permita evitar a guerra e construir tijolos de confiança, estabilidade e visibilidade". É já classificada como uma movimentação diplomática arriscada. Emmanuel Macron, o Presidente de França, tem na agenda desta segunda-feira uma passagem por Moscovo, onde procurará dialogar com Vladimir Putin. O tema da tensão entre a Rússia e a Ucrânia está na ordem de trabalhos, num momento em que a comunidade internacional teme que Moscovo avance com uma invasão à Ucrânia.