
CUSTO DE VIDA Dados copilados pelo Instituto Nacional de Estatística indicam a cidade de Nampula foi a mais cara do país, ao registar uma subida de preços na ordem de 1,40 por cento em Setembro. Raquia Augusto fez-se às compras na manhã deste sábado, num dos mercados da capital moçambicana, Maputo, a segunda cidade mais cara do país, ao registar um aumento de preços de produtos, na ordem de 0,61%, no mês de Setembro, segundo o Instituto Nacional de Estatística. Devido a constantes mexidas de preços, Raquia teve que cortar ou racionalizar nas despesas. No geral, o país registou um agravamento de custo de vida na ordem de 0,73% em Setembro, depois de 0,19% no mês anterior. Influenciaram a inflação de preços, as divisões de alimentação e bebidas não alcoólicas e de restaurantes, hotéis, cafés e similares, com um peso de 0,48 e 0,19 pontos percentuais positivos. Por produto, segundo o Instituto Nacional de Estatística, destaca-se o aumento de preços de refeições completas em restaurantes (2,5%), peixe seco (9,4%), tomate (6,3%), carapau (3,6%), peixe fresco (1,7%), limão (76,1%) e coco (6,4%). Analisando os três principais centros de recolha de dados, Nampula figurou como a cidade mais cara do país em Setembro, com os preços a dispararem 1,40%, seguida de Maputo com 0,61% e Beira com 0,12%. No sentido inverso, os preços de alface (18%), a cebola (4,7%), o alho (23,7%), a batata-doce (12,2%) e o pimento (27,5%), contrariaram a tendência de aumento, ao contribuírem com cerca de 0,15 pontos percentuais negativos.