
RÉU DIZ QUE FOI AMEAÇADO NA INSTRUÇÃO PREPARATÓRIA O arguido Fabião Mabunda se contradizia com frequência durante o interrogatório do Ministério Publico no julgamento. Fabião Mabunda justificou as contradições pelo facto de ter sido ameaçado na Procuradoria-Geral da República na fase da instrução preparatória. Fabião Mabunda não conseguia responder as perguntas da magistrada do Ministério Publico, Ana Sheila Marrengula. Em algumas questões, o arguido respondia que não se recordava por ter passado muito tempo e em outras as respostas eram diferentes em relação a mesma pergunta apresentada no julgamento. O arguido disse que a contradição nas respostas é motivada pelas ameaças e pressão que diz ter sofrido na PGR na fase de instrução preparatória. O arguido acusa ainda a PGR de ter ameaçado envolver a sua esposa no processo. A Magistrada do Ministério Público apelo o arguido Fabião Mabunda a evitar fazer acusações do género a PG. Mabunda é o terceiro arguido a apontar o dedo a procuradoria depois de Armando Ndambi Guebuza e Bruno Langa.