
COMBATE AO SIDA Cientistas moçambicanos envolvidos em estudos que poderão culminar com vacina contra HIV revelam haver anticorpos que se mostraram seguros depois de serem administradas em mulheres das quais 26 são da cidade de Maputo. Embora o Corona seja o vírus que domina a actualidade, o HIV não deixa de preocupar profissionais de saúde. Passou-se muito tempo depois do surgimento do HIV sem que cientistas moçambicanos se envolvessem em estudos de busca de soluções. Os médicos investigadores Ígor Capitine e Patrícia Ramugy são moçambicanos e fazem parte de cientistas envolvidos em estudos que poderão resultar em vacina contra HIV e partilham os avanços. O estudo já levou a anticorpos que estão na fase de ensaio clínico. Esses anticorpos visam proteger da infecção pelo HIV e está, de forma experimental, a ser administrado em mulheres, o grupo mais vulnerável. Os estudos estão também em fase avançada para encontrar uma forma de reduzir significativamente a carga viral, ou seja, a quantidade do vírus que circula num organismo infectado.