
PRESIDENTE DA REPÚBLICA PRESTA AMANHÃ O INFORME ANUAL SOBRE O ESTADO GERAL DA NAÇÃO Nos informes passados, Filipe Nyusi não chegou a dizer se o Estado da Nação era bom ou mau, encerrando sempre a comunicação com mensagens de esperança, como foi o caso de 2019, quando declarou que o Estado Geral da Nação era de esperança e de um horizonte promissor. Diferentemente dos anos anteriores, a ida do Chefe do Estado ao Parlamento surge num contexto macroeconómico bastante crítico. A pandemia da Covid-19 paralisou a actividade económica, muitas empresas encerraram as portas e muitos moçambicanos foram atirados ao desemprego. De um lado a Covid-19 e doutro, o terrorismo em Cabo Delgado. São mais de 500 mil deslocados, infra-estruturas do Estado capturadas e/ou destruídas e muitas vitimas mortais. Face a este cenário, os planos de investimento resfriaram. Os operadores da Área 4 da Bacia do Rovuma, liderados pela ExxonMobil, anunciavam mais um adiamento da Decisão Final de Investimento num dos três grandes projectos de Gás Natural Liquefeito. Na região centro país, concretamente nas províncias de Manica e Sofala, Filipe Nyusi tem nas mãos o dossier Maria Nhongo, líder da auto-proclamada Junta Militar da Renamo, que perpetrado ataques armados. No Sul, o recrudescimento dos raptos dos empresários. Diante destes choques, os cidadãos esperam mais acções concretas por parte do Chefe do Estado