
Sim, o dia oficial de publicação do podcast Fogos Poéticos é sexta-feira. Sim, o episódio desta semana já saiu ontem. E este novo episódio, num sábado? Bem, vou explicar. Ontem à noite eu gravava, para a próxima semana, um belíssimo poema que me chegou às mãos, do poeta e dramaturgo português José Luís Peixoto. A escolha em muito se deveu a uma foto que ganhei de presente recentemente. Nessa foto, minha mãe e eu. Um verdadeiro tesouro! Tenho pouquíssimas fotos com meus pais. Especialmente com minha mãe, avessa às fotografias. Mas lá está ela nessa foto. Com os cabelos lindamente arrumados, num vestido elegante, sapato alto, sentada comigo no colo. Tão bonita!!! E eu, com a graciosidade de uma menina de três anos, de vestido e sapatinhos de boneca, olhinhos curiosos faiscantes. Por uma dessas coincidências da vida, a foto e o poema se encontraram. E foi mágico! O poema é bastante tocante, especialmente para mim, pelo lance da foto que citei. Na hora da gravação, a emoção, esse cavalo selvagem, me derrubou bonito. Pensei em apagar. Porém uma querida amiga ouviu essa gravação e se emocionou. Com o poema e com minha emoção genuína. E me convenceu a publicá-la. Tetê, minha flor! Grata! Você está certa. Compartilho então com vocês esse episódio extra de Fogos Poéticos. De uma beleza singela e bastante imperfeita, pois transborda toda essa minha emoção. Paciência, caros ouvintes. E compreensão! 🙏 Prometo voltar futuramente com outro poema do autor em edição normal. _José Luiz Peixoto, Palavras para a minha Mãe, em "A Casa, a Escuridão". Ao fundo, Bedrich Smetana Lullaby 🎵🎶