
Nas últimas semanas vêm crescendo as manifestações de caráter nazista no Brasil. Em Porto Alegre, um estudante de doutorado em filosofia da UFRGS atacou de forma racista um colega negro e outro judeu; manifestantes antivacina levaram à Câmara Municipal um cartaz com a suástica estampada, além de insultarem vereadoras negras. Antes disso, a reforma do piso do Parque da Redenção, em Porto Alegre, revelou desenhos que parecem ser suásticas, inclusive nas cores do nazismo - preto e vermelho. Em Pelotas, uma estudante de história da UFPEL celebrou seu aniversário com um bolo em que era estampada uma imagem de Adolf Hitler. A revista IstoÉ ilustrou sua capa retratando Jair Bolsonaro como Adolf Hitler, o que gerou a ira de bolsonaristas. A Advocacia Geral da União exigiu retratação da revista, sugerindo até uma nova capa; o ministro da Justiça decidiu instaurar um inquérito contra a revista. Finalmente, uma farta coleção de itens nazistas foi encontrada na residência de um homem acusado de pedofilia. A recorrência desses episódios causa espanto. Há uma onda nazifascista no Brasil? Qual a responsabilidade de Jair Bolsonaro e seus seguidores nisso? Para discutir esse tema, este #ForadaPolíticaNãoháSalvação convidou Michel Gherman, historiador e professor do Departamento de Sociologia da UFRJ. Michel é também coordenador do Núcleo de Estudos Judaicos da UFRJ, pesquisador do Centro de Estudos de Israel e Sionismo da Universidade Ben Gurion, e pesquisador do Instituto Brasil-Israel. As músicas deste episódio são “Birch Run - Primal Drive” de Kevin MacLeod e “Zombie Rock” do Audionautix. Não deixe de ler o blog do #ForadaPolíticaNãoháSalvação na CartaCapital. #Fascismo #Nazismo #Nazifascismo #Bolsonarismo #ExtremaDireita #Extremismo #PolíticaBrasileira #ConjunturaPolítica #Democracia