
As eleições de 2022 apresentam dois cenários distintos nos planos nacional e estadual. Nacionalmente se consolida a bipolarização entre Lula e Bolsonaro, com pouquíssimo espaço para outros concorrentes, mas nos estados a disputa ainda está em aberto. O que explica tal quadro? O que poderia mudá-lo? O sistema partidário brasileiro tem passado por significativas transformações, ainda que a hiperfragmentação permaneça. Se, por um lado, o PT segue como um polo organizador da disputa nacional – devido ao petismo e ao antipetismo –, nenhum outro partido consegue desempenhar papel similar. O PSDB, que por duas décadas polarizou com o PT nas disputas presidenciais, com desdobramentos em alguns estados, desmilinguiu. Seu candidato presidencial, João Dória, não sobreviveu à impopularidade e ao boicote dentro de seu próprio partido, que segue conflagrado. O bolsonarismo, porém, que logrou (com sucesso eleitoral) substituir o PSDB na polarização com o PT em 2018, não tem ancoragem partidária, fiando-se numa lógica de movimento ativado por uma liderança carismática e pelo controle da máquina governamental. Entretanto, se o antipetismo foi fator importante de arregimentação política à direita do espectro ideológico, nestas eleições presidenciais (e mesmo em algumas estaduais) o antibolsonarismo cumpre papel análogo, da centro-direita à esquerda. Isso pode mudar? A bipolarização assimétrica entre uma extrema-direita autoritária e uma centro-esquerda democrática pode dar espaço ao surgimento de uma opção de centro-direita, ou mesmo de direita moderada? Que papel as fake-news podem ter na disputa? Para discutir esses temas, este #ForadaPolíticaNãoháSalvação recebeu duas cientistas políticas. São elas: Nara Pavão, professora do Departamento e da Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), pesquisadora da opinião pública, da disseminação de ideias políticas e do comportamento político. Twitter: @nara_pavao Silvana Krause, professora do Departamento e da Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), pesquisadora de partidos, sistemas partidários e eleições. Site do Programa de Pós-Graduação: https://www.ufrgs.br/politica/docentes/ Músicas deste episódio: "Gravel Road" (The 126ers), "Evertything Is Gonna Be Fine" (Jeremy Blake) e "The Life" (Delírio). Leia o blog do #ForadaPolíticaNãoháSalvação no site da CartaCapital. Agradecemos ao novo apoiador do Fora da Política Não há Salvação: Alysson Portella. Apoie o e ajude o canal e o podcast a se manterem e a melhorar! Apoiadores contarão com agradecimentos nos créditos dos episódios (claro, desde que desejem) e terão acesso a brindes digitais relacionados ao tema do canal: a política. Há três formas possíveis de apoio. Tornando-se membro do canal no Clube dos Canais do YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCbSOn9WtyJubqodDk_nL1aw/join Tornando-se assinante do #FPNS no Benfeitoria. com: https://benfeitoria.com/projeto/ApoioForadaPoliticaNaohaSalvacao Por meio de PIX. Chave PIX: contato@foradapoliticanaohasalvacao.info #Eleições #FakeNews #PartidosPolíticos