
Com Débora Silva, Juliana Borges, Egberto Penido e Thiago Amparo. Participação Especial: Che Leal, Matthieu Hebrard, Marcelo Maita e DJ Will Robson. As perspectivas de transformação da Justiça no Brasil mobilizam a equipe do Fórum de Investigações Poéticas neste quarto e último episódio da primeira temporada 2020. Temos o foco, então, nas invenções, criações de processos de mudança do sistema judicial num sentido revolucionário e democrático. Durante os três episódios anteriores, demonstramos com depoimentos e análises como a estrutura da justiça está marcada por um perverso elitismo de consequências violentas e irreversíveis para toda sociedade. Mas não está tudo dominado. Temos diversas iniciativas de transformação em curso no campo jurídico, com a criação de práticas e conceitos para muito além da reforma e eficiência do sistema. Novos paradigmas surgem e precisam ser discutidos, espalhados, compartilhados. Como coloca, Boaventura de Souza Santos: “O pensamento jurídico insurgente e de oposição aqui proposto reivindica a reinvenção do reformismo como jargão da prática política de justiça. A pergunta ‘poderá o direito ser emancipatório?’ só pode ser respondida em todo o seu potencial no âmbito de uma revolução democrática da justiça”. Para isso, trazemos as perguntas-chaves na nossa investigação: uma sociedade sem prisões é possível? Como reverter uma mentalidade punitivista? O teatro da justiça para satisfazer o desejo de vingança? Como reinventar formas de convivência? E afirmamos: é tempo de se levantar e gritar por outra Justiça!