
Não há dicotomia entre o corpo e a palavra. O corpo nasce imerso na palavra expressiva – aquela que proferida por outros porta afetos, e que tem o poder de simbolizá-lo antes mesmo que a criança adquira capacidade subjetiva para tal. Mas a simbolização como conquista psíquica constitui-se em um processo incessantemente desenvolvido para além da concretude dos corpos; é entre o corpo e a ampla gama das linguagens que ela está radicada.