
Resultado da unificação de programas criados no governo FHC, o Bolsa Família se expandiu nos governos Lula e Dilma, com resultados importantes na redução da pobreza e na melhoria de outros indicadores sociais. A disputa pela paternidade do programa, causada por seus dividendos eleitorais, não impediu que ele se consolidasse como uma política permanente, apesar da alternância de governos de diferentes inclinações políticas. Eis que, de repente, o Bolsa Família é encerrado sem maiores explicações e o governo federal propõe um novo programa intitulado Auxílio Brasil. Em nome dele e de outros objetivos de muitos parlamentares, há a tentativa de mudar regras fiscais importantes às vésperas do ano eleitoral de 2022. Acidente de percurso ou abalo grave a um programa social bem avaliado? Para responder a essa pergunta, este webinar contou com dois economistas especializados em políticas de transferência de renda. Participaram do debate: - Débora Freire Cardoso: professora e pesquisadora do CEDEPLAR, da Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG; - Vinícius Botelho: doutorando em Economia pelo Insper e ex-secretário de Avaliação e Gestão da Informação nos Ministérios do Desenvolvimento Social e da Cidadania.