
Há crescente consenso de que não haverá retorno à normalidade antes da descoberta e produção em massa de uma vacina ou de medicamentos comprovadamente eficazes contra o Covid-19. Os países que já ultrapassaram a fase aguda da pandemia retomam cautelosa e apenas parcialmente as atividades. Os que o fazem com base numa estratégia politicamente coordenada e cientificamente embasada têm melhores chances de evitar o risco de uma segunda onda da doença. Em comparação, o caso do Brasil preocupa. O país tem enfrentado dificuldades para definir e por em marcha uma estratégia nacional para enfrentar a pandemia, que aqui avança desigual, mas aceleradamente. Nesta conversa, com o biólogo Fernando Reinach e o economista Marcos Lisboa, foram discutidas as ações necessárias para reduzir os danos sanitários e socioeconômicos produzidos pela Covid-19, seja agora, na fase aguda, seja depois, na fase crônica da enfermidade.