
As manifestações iniciadas nos Estados Unidos contra o assassinato por policiais brancos de um homem negro rendido foram replicadas mundo afora, levando em alguns lugares à destruição de monumentos públicos. Esses atos atestam o mal-estar da sensibilidade contemporânea frente a personagens simbólicas do racismo e do colonialismo, consagradas pela história oficial e transformadas em monumentos, nomes de logradouros e ruas no espaço público. De outro lado, forças sociais esquecidas pelas narrativas preponderantes lutam para conhecer a sua história, sair da invisibilidade e reivindicam o direito à memória. É no contexto da luta contra a desigualdade que surgem essas duas formas de ativismo político, ambas no campo do patrimônio cultural das cidades em que vivemos. Neste webinar, conversamos com Abilio Ferreira (jornalista, escritor e um dos cem autores incluídos na antologia crítica “Literatura e afrodescendência no Brasil”) e Paulo César Garcez Marins (historiador e professor dos programas de Pós-Graduação em Museologia e em Arquitetura e Urbanismo da USP).