
As estatísticas indicam haver um viés racial na aplicação dos mecanismos repressivos e punitivos do Estado brasileiro. O risco de uma pessoa negra ou parda sofrer violência policial é maior do que a de uma pessoa branca. As chances de ser presa também são maiores, como mostram os dados sobre a população carcerária do país. Este webinar tem como objetivo não apenas apontar como funciona o viés racial na área da segurança pública, mas também discutir políticas que possam combater esse que é um dos mais dramáticos aspectos do racismo no Brasil. Convidados: DUDU RIBEIRO Graduado em história pela Universidade Federal da Bahia, é especialista em Gestão Estratégica de Políticas Públicas pela UNICAMP/FPA, co-fundador e coordenador executivo da Iniciativa Negra. Foi membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico do Estado da Bahia, do Conselho Estadual de Políticas sobre Drogas do Estado da Bahia e do Grupo de Trabalho sobre Drogas do Conselho Nacional de Juventude. ELIZEU LOPES Advogado criminalista, é ouvidor da Polícia do Estado de São Paulo. Foi secretário-adjunto da Igualdade Racial na Prefeitura de São Paulo e consultor do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) no Programa Cultura Viva do Ministério da Cultura. Possui especialização em direito constitucional e administrativo pela Escola Paulista de Direito e em gestão pública pela Unifesp. HELIO SANTOS Estudioso, professor e ativista da temática sociorracial, foi presidente fundador do Conselho da Comunidade Negra de SP (1984-86, Governo Montoro) e coordenador Grupo de Trabalho Interministerial de Valorização da População Negra (1996, Governo FHC). É presidente do IBD – Instituto Brasileiro da Diversidade. Mestre em Finanças e doutor em Administração (FEA/USP), é membro do Solidarity Council on Racial Equity (Kellogg Foundation, EUA), do Conselho do CIVI-Co, do Conselho da Humanitas360 e do Conselho da OXFAM BRASIL. SAMIRA BUENO Cientista social graduada pela USP, é diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e colunista da CBN. É doutora em Administração Pública e Governo pela FGV-EAESP-FGV, com período sanduíche no Centre of Latin American Studies da Universidade de Cambridge. Foi selecionada por escritório da ONU como uma das 60 mulheres que se destacaram na luta pelo desarmamento na América Latina.