![Futuro Talks #19 - Saídas para a crise dos planos de saúde [Renato Casarotti, presidente da Abramge]](https://d3t3ozftmdmh3i.cloudfront.net/production/podcast_uploaded/6788781/6788781-1593385178339-ffa28726c0b25.jpg)
Um dos elos mais pressionados atualmente no sistema de saúde brasileiro é o de planos de saúde. E essa pressão tende a aumentar ao considerar que o modelo de negócio baseado no mutualismo – onde todos pagam, mas o uso ocorre de forma diferente entre os beneficiários – terá que lidar com o processo de envelhecimento da população e os custos cada vez maiores dos novos tratamentos. Esse foi o pano de fundo da entrevista com Renato Casarotti, presidente da Associação Nacional dos Planos de Saúde, no mais recente episódio do Futuro Talks.Para o executivo, que também é vice-presidente de relações institucionais do UnitedHealth Group, essa questão de custos elevados das novas terapias, que antes ocorria de forma esporádica, deve ficar cada vez mais frequente e impactar tanto a saúde pública quanto a privada. Por isso, ele acredita que o ponto deveria ser encarado como uma política de estado. Casarotti inclusive sugere a criação de um fundo para arcar com os custos, em um modelo que poderia funcionar de forma semelhante ao da fila de transplante de órgãos.Ao longo da conversa, o presidente da Abramge também abordou a questão da sinistralidade, com destaque para três movimentos. O primeiro é a necessidade de redução das fraudes, que segundo ele praticamente dobrou em poucos anos. O segundo seria a adoção de diretrizes de cuidado: em sua visão, apesar de ser tema sensível principalmente para os médicos, que tendem a achar que sua autonomia será reduzida, a adoção adequada pode trazer impacto relevante – uma ideia seria envolver as sociedades médicas para garantir que estes protocolos sejam altamente técnicos. O terceiro é a tendência de integração que já tem ocorrido no mercado, não apenas com a verticalização, mas com a união de players de segmentos dentro da saúde. Casarotti falou ainda sobre as características de fragmentação e rotatividade dos planos, a coordenação de cuidado e promoção de saúde, a questão dos reajustes e rescisões de contrato, a importância da transparência para a sociedade e outros modelos que buscam a regionalização e soluções como cartões de desconto. Mesmo com todos os desafios, ele acredita que 2024 será um ano de retomada gradual para a saúde financeira do setor.Confira a entrevista agora! -- Acesse também: - https://futurodasaude.com.br/ - https://www.instagram.com/futurodasaude/#FuturoTalks #FuturodaSaude