![Futuro Talks - Ed. Especial - As tendências no tratamento do AVC [Michel Frudit, neurorradiologista]](https://d3t3ozftmdmh3i.cloudfront.net/production/podcast_uploaded/6788781/6788781-1593385178339-ffa28726c0b25.jpg)
Todos os anos, mais de 12 milhões de pessoas têm algum tipo de acidente vascular cerebral (AVC) no mundo, com 6,5 milhões de mortes. É a segunda principal causa de óbito, atrás apenas do infarto. No Brasil, o AVC matou 50 mil no primeiro semestre deste ano e 114 mil em todo 2022, segundo os Cartórios de Registro Civil do Brasil. Como marco de conscientização da condição, 29 de outubro é considerado o Dia Mundial do AVC e, para falar sobre o tema, a mais nova edição especial de Futuro Talks recebeu o neurorradiologista intervencionista Michel Frudit. Frudit é chefe dos serviços de neurorradiologia intervencionista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP – onde também é professor colaborador – e do Hospital Israelita Albert Einstein. Ao longo da conversa, ele reforçou que, além dos óbitos, há ainda um grande número de pessoas que sobrevivem, mas acabam com sequelas, o que impacta a qualidade de vida não só de quem teve um incidente, mas também de seus familiares e cuidadores. Segundo ele, os principais estudos nacionais e internacionais mostram que é difícil reduzir os casos de mortalidade, mas que as novas tecnologias têm apresentado resultados extremamente positivos justamente na redução de sequelas para a parcela de pessoas que sobrevive ao AVC, com recuperação funcional de até 60% dos casos. Dentre essas soluções está a trombectomia mecânica, uma cirurgia minimamente invasiva para a eliminação do coágulo recomendada para casos graves de AVC isquêmico – que responde por cerca de 80% do total. Se realizado no momento ideal, o procedimento, pode mudar a jornada dos pacientes. Embora a trombectomia mecânica tenha recebido, em 2021, parecer positivo da CONITEC – o órgão responsável por definir as incorporações no SUS – para o tratamento do AVC isquêmico, a técnica ainda não está disponível no SUS por uma série de trâmites burocráticos. Na conversa, Frudit, abordou a importância de se disponibilizar o quanto antes esse tratamento no SUS pela sua comprovada eficácia e impacto na vida de pacientes com AVC. Confira agora a entrevista! (Conteúdo oferecido por Medtronic)