Minha primeira experiência como artista solo. Todas as músicas foram gravadas, mixadas e masterizadas por mim no meu quarto num período de mais ou menos dois meses. Foi bizarro como as músicas saíram num tiro! Os instrumentais eram esboços de projetos que estavam na gaveta há um tempo, mas que eu tinha o hábito de ouvi-los no caminho pra faculdade, até que, num período de duas semanas, eu tinha escrito todas as letras do EP. Hoje em dia eu apanho muito mais pra escrever, me parece um processo mais custoso e demorado do que foi pra esse EP. As músicas vieram de maneira tão natural que eu até acho estranho. Gosto de brincar que não sou eu quem escrevo minhas músicas, porque sinto que as palavras, a melodia, tudo sempre esteve em algum lugar, eu só coloquei no papel. Em muitos momentos eu escrevi versos inteiros e só depois de reler tudo é que eu entendia o sentido deles. Bizarro. O conceito de Palíndromo veio de um amigo muito próximo pra quem eu mostrei as músicas antes de todo mundo. Ele escutou todas e me apresentou a ideia do Palíndromo que era desconhecido pra mim. Era como se as músicas pudessem ser tocadas da faixa 1 à 6 ou vice e versa e ainda assim manter o mesmo significado. Me orgulho muito desse trabalho.