
Neste episódio, vamos conversar sobre o livro/manifesto “Por Uma Não Monogamia Impossível”. A proposta aqui é simples e direta: explicar a diferença entre reforma e revolução, e como essa diferença aparece quando falamos de amor, relações, desejo, cuidado e afetos. Revolução não é ser contra a reforma. Revolução é ir na raiz das questões. Reformas podem melhorar a vida no curto prazo, e isso importa. Mas uma perspectiva revolucionária não se contenta apenas com ajustes no sistema. Ela pergunta por que esse sistema existe, a quem ele serve e quem ele continua excluindo ou violentando. Quando falamos de não monogamia, o manifesto propõe uma crítica que vai além de trocar regras de relacionamento. Não se trata de criar um novo modelo ideal, mas de questionar como o amor e os afetos foram organizados historicamente para controle, posse e violência. O que chamamos de “impossível” é, quase sempre, aquilo que o sistema diz que não pode existir. Quilombos eram considerados impossíveis. A autonomia das mulheres era considerada impossível. Corpos trans existindo e vivendo com dignidade eram considerados impossíveis. A Revolução em Rojava era considerada impossível. A Revolução Zapatista era considerada impossível. A retomada da terra pelos povos originários era considerados impossíveil. Impossível é aquilo que ainda não foi feito. Acreditar apenas no possível é aceitar a régua do poder. É uma regra muito baixa. O impossível é o que move a história. E não podemos perder o encantamento pelo Vida Este episódio foi gerado pelo Google NotebookLM, a partir do texto do manifesto #PorUmaNãoMonogamiaImpossível. Além do podcast, o material completo inclui: 📊 infográficos 📄 textos de estudo e provocação 🔗 Tudo está disponível no mesmo link: https://drive.google.com/drive/folders/19bOWCmZWkLpNqiiWv3DMLfo2Mzs3oFUi COPYLEFT. Distribua, remix, compartilhe — desde que não vire mercadoria. Faça o impossível. Mude a realidade.