
Em 2012, a Escola Estadual José Mânica, no Bairro Esmeralda, em Santa Cruz do Sul, tornou-se um exemplo emblemático das dificuldades enfrentadas pela educação pública quando o seu prédio principal, construído 35 anos antes e tomado por rachaduras, teve que ser interditado às pressas. O que não se esperava, à época, era que o drama se estenderia por tanto tempo: passados cinco anos, uma solução definitiva está longe e os estudantes seguem convivendo com o improviso e a precariedade. Nós estamos em agosto de 2020 e sabe o que mudou de lá pra cá na situação da escola? Nada. Ou melhor, algumas poucas conquistas ocorreram, graças à mobilização incansável da comunidade escolar que consegue driblar a escassez de recursos. Em compensação, os problemas de estrutura se multiplicaram, o risco aos estudantes só aumenta e as esperanças de uma saída para o drama seguem sendo bombardeadas pela burocracia e pela inércia política. Como essas limitações afetam a rotina e o aprendizado dos alunos? E por que é tão difícil dar um fim a esse problema? Esse é o tema de hoje do PANORAMA GAZETA, um podcast para ir além da informação, com Pedro Garcia