
Pense em quanto não é sensacional um rolê pelo Salar de Uyuni, o mais alto deserto de sal do mundo e único ponto natural brilhante que pode ser visto no espaço? Ou pelos sítios arqueológicos de Tiauanaco, as exuberantes estruturas dos povos aymara? Ou também radicalizar numa trilha pelo Caminho a Los Yungas, apelidado por “Estrada da Morte”, desafiando suas alucinantes sinuosidades? Que demais lavar a alma no Parque da Sajama! Ou aquela fotassa na Laguna Colorada, garantindo o sucesso dos TBTs no Instagram hein? Hein? Fantástico desbravar a Bolívia, não é? Pera aeh, “desbravar”? Quê mais, redefinir as fronteiras do mapa e com seus contornos e batizar com seu nome? Sem nenhum envolvimento com os povos dos territórios, sem escutar as vozes por onde passa.... bom, se se for só pra passear, nunca se pode dizer que “conheceu” um lugar; isso é um “egoturismo”. As eleições de 2020 neste país pequeno em proporções territoriais, mas um mosaico sociocultural complexo em um horizonte ainda em aberto, chamaram a atenção do mundo como um palco para sons que se amplificam em várias arenas do debate sobre as perspectivas para muitos países. Hoje vamos nos aprofundar na trajetória que marca a Bolívia como também uma Questão Geopolítica. Imagem: Wikicommons Trilha de fundo: Lucky Massive Dangerous by Speck (c) copyright 2018 Licensed under a Creative Commons Attribution Noncommercial (3.0) license. http://dig.ccmixter.org/files/speck/58706 Ft: Siobhan Dakay, billraydrums Half Mystery by Kevin MacLeod. Link: https://incompetech.filmmusic.io/song/5026-half-mystery License: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/