
Neste episódio discutimos como a acampada no Porto abre porta a uma revitalização política em tempos de crise. A reacção do Primeiro-Ministro Luís Montenegro e do Presidente da Câmara do Porto Pedro Duarte são próprios de quem não é vítima da crise da habitação. Falamos sobre um Orçamento do Estado que aprofunda as desigualdades sociais e se configura como gestor de uma economia de baixo valor acrescentado centrada nos baixos salários, no turismo e no negócio imobiliário. Discutimos as declarações recentes de Passos Coelho, que revelam o seu interesse de voltar à política ativa com uma geringonça de direita. Conseguirá este destornar um cada vez mais impopular Luís Montenegro e unir as direitas? Como é que os protestos pela habitação são capazes de se configurar como uma alternativa ao estado de coisas?