
Rios de lágrimas foram derramados pelos governadores desde 2019, quando se viram diante de caixas assustadoramente minguantes, quando não vazios. Pois a pandemia parece trazer um alívio mais ágil que os sempre esperados Plano Mansueto e o Regime de Recuperação Fiscal, o RRF, que patinam nas gavetas do Congresso. A União, a quem cabe a maior fatia da arrecadação, acena com um socorro genérico, mais flexível, para compensar as perdas de arrecadação e o maior gasto com saúde por parte dos Estados. Desde o começo da pandemia do novo coronavírus, a humanidade se joga atrás de um remédio. Meros indícios já são suficientes para provocar fervores e alimentar as divisões políticas consolidadas desde a eleição passada. Nesse contexto, vale perguntar, assumindo todas as implicações da metáfora: Será esse plano a "cloroquina" do bolsos dos governadores? Prende o ouvido aí, que Marcos Carreiro e Fabiana Pulcineli nos ajudam a responder.