
O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) prorrogaram o prazo de inscrição para o Enem 2026 até o dia 12 de junho, próxima sexta-feira. Com isso, os interessados ganham uma semana a mais para se inscrever na principal porta de entrada do ensino superior gratuito do Brasil. Para se inscrever, basta acessar a Página do Participante do Enem na internet e preencher as informações solicitadas. Para os estudantes não isentos, o prazo para pagar a taxa de inscrição vai até o dia 17 de junho. A prorrogação não altera as datas de aplicação do exame, que permanece marcado para os dias 8 e 15 de novembro, em todo o país. Brasil registra aumento na chegada de trabalhadores chineses O Brasil registrou um crescimento significativo na entrada de trabalhadores chineses nos últimos anos. Dados do Ministério da Justiça mostram que os cidadãos da China já representam a maior parcela dos estrangeiros que recebem vistos de trabalho no país. Somente no primeiro trimestre deste ano, foram concedidas mais de 3.100 autorizações para trabalhadores chineses. O número corresponde a 38% de todos os vistos de trabalho emitidos para estrangeiros no período. A Bahia concentra a maior parte desses profissionais. Mais da metade dos trabalhadores chineses que chegaram ao Brasil nos primeiros meses do ano seguiu para o estado, onde funciona uma fábrica da montadora BYD. A empresa responde por cerca de um terço dos vistos concedidos e já trouxe aproximadamente 2.700 funcionários chineses desde o início do ano passado. União Europeia dará prazo até setembro para restringir importação de produtos de origem animal do Brasil A União Europeia estabeleceu o dia 3 de setembro como prazo para a entrada em vigor das novas restrições à importação de alguns produtos de origem animal brasileiros. A medida foi confirmada em documento publicado no Diário Oficial do bloco europeu. Com a decisão, os 27 países que integram a União Europeia deixarão de importar carnes, tripas, pescado e mel produzidos no Brasil. Segundo a Comissão Europeia, o veto não está relacionado à identificação de contaminação nos produtos brasileiros, mas à falta de comprovação de que toda a cadeia produtiva atende às exigências sanitárias adotadas pelo bloco. Entre as preocupações dos europeus está o uso de medicamentos antimicrobianos para prevenção e tratamento de infecções em animais. Embora o governo brasileiro tenha proibido parte dessas substâncias em abril deste ano, a avaliação da União Europeia é de que ainda são necessárias garantias adicionais. A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. Para voltar a exportar os produtos afetados pela medida, o Brasil precisará demonstrar que cumpre integralmente as normas sanitárias europeias, o que pode exigir novas restrições ao uso de medicamentos e mecanismos mais rigorosos de rastreabilidade da produção.