
Para quem tem entre 30 e 40 anos e é fã de esporte, a ESPN Brasil foi uma referência de jornalismo. Talvez um dos maiores cases de jornalismo esportivo já praticados no país. Entre as décadas de 1990 e 2000, estavam no canal alguns dos principais jornalistas de esportes do Brasil. Seu trabalho acabou inspirando uma garotada que decidiu se aventurar por editorias de esportes. No meio da última década, porém, a ESPN empreendeu uma grande virada em sua linha editorial. Saíram programas culturais e sociais, e suas premiadas reportagens investigativas, e entrou um looping de mesas redondas e telejornais com cobertura factual. Em paralelo, a maioria de seus grandes nomes ou foi demitida ou pediu demissão em poucos anos, numa rápida renovação que abriu mão de parte de sua identidade. A opção deu resultado. A audiência, antes situada atrás até mesmo do SporTV 3, triplicou. Hoje perde apenas para o SporTV, embora este ainda guarde mais que o dobro de vantagem. Para alcançar um público maior, a ESPN largou seus seguidores cativos - os "fãs de esporte", como dizia o antigo slogan da empresa. Entre os críticos, o conteúdo do canal virou mais do mesmo. A estratégia faz sentido? Esse é o tema do 10º episódio do Gol de Cobertura Podcast, um espaço para polêmicas, causos e bastidores do jornalismo e do futebol. Se liga aí! --- O Gol de Cobertura é um podcast produzido por cinco amigos jornalistas de Fortaleza, antigos parceiros na editoria de esportes do jornal O Povo: Ciro Câmara, Emmanuel Macêdo, Rafael Luis Azevedo, Roberto Leite e Thiago Cafardo. Novos episódios toda sexta às 7h. Edição de áudio: Ivanildo Rodrigues. --- Siga o Gol de Cobertura Podcast Twitter: twitter.com/golcoberturapod Instagram: instagram.com/golcoberturapod Linktree: linktr.ee/golcoberturapod Contato: golcoberturapod@gmail.com Logo: @EscudoSobMedida