
O acesso à cannabis medicinal no Brasil ainda é um pouco burocrático. Já foi pior. No passado muitos pacientes se perderam antes mesmo de chegar ao tratamento. Mas essa realidade pode e deve mudar. Em uma conversa instigante, elegante e absolutamente necessária, a pesquisadora Luciana Togni de Lima e Silva Surjus nos conduz por um debate crucial: como a regulamentação da cannabis medicinal pode, além de garantir acesso pelo Sistema Único de Saúde (SUS), também reparar desigualdades históricas e promover equidade? Doutora em Saúde Coletiva e docente da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Luciana lidera o Grupo de Estudos, Pesquisa e Extensão DiV3rso, que se debruça sobre temas como saúde mental, redução de danos e direitos humanos. Ela destaca o papel das associações canábicas de pacientes que desempenham um papel crucial no processo de acesso e acolhimento. Em sua trajetória, tem se dedicado à construção de metodologias de cuidado participativo e emancipatório, um modelo que rompe com a lógica verticalizada e hierárquica da saúde e coloca o paciente no centro do processo de decisão. Nesta entrevista, ela nos convida a refletir sobre os desafios da incorporação da cannabis ao SUS e as oportunidades que uma regulamentação mais inclusiva pode gerar. Com um olhar crítico e um compromisso inegociável com a democratização do conhecimento, Luciana nos apresenta caminhos possíveis para que a cannabis deixe de ser um tabu regulatório e passe a ser reconhecida como uma ferramenta essencial de cuidado dentro do SUS. 🔗Acompanhe esse episódio 🎙️ clicando no link.tree na bio. 📻O Gotas de Esperança é o podcast produzido pela associação Abrace, trazendo entrevistas e debates sobre o cenário da C4nn4bis terapêutica no Brasil. 📌Toda semana um novo episódio! Esperamos você 🌱💚