
Growth Diaries é uma publicação apoiada pelo leitor. Para receber novas postagens e apoiar meu trabalho, considere se tornar um assinante gratuito ou pago. A desvalorização do design e da comunicação no Brasil reflete escolhas econômicas estruturais. Entenda o impacto real dessas profissões. Faz poucos dias que recebi na minha caixa de mensagens do Instagram um conteúdo peculiar. Era um meme, claro. Para quase todos na rede aquilo serviu como uma piada, um acalento durante um dia confuso ou até mesmo para gerar uma certa camada de risos autodepreciativos. O que recebi foi uma imagem retirada de um infográfico de um jornal que circulou pelas redes sociais brasileiras. Era uma daquelas pesquisas informais que rapidamente se transformam em meme. O tema? O ranking das “profissões menos essenciais do mercado”. Em tempos de IA e revolução industrial 4.0 (é esse mesmo o número, já me perdi nos números), o que mais vemos ultimamente são rankings de profissões que perderão espaço no mercado. No topo da lista, figuravam funções como designer gráfico, social media, assessor de imprensa (RP) e analista de branding. Inicialmente, confesso que me arrancou um riso autodepreciativo de canto de boca, afinal, praticamente todas as minhas ocupações profissionais figuravam na lista. Mas após algum tempo, colocando minha capacidade intelectual para pensar e usando meus conhecimentos de economia, política e filosofia; percebi o problema. O veredito da internet foi rápido: seriam essas profissões, ao primeiro contato, “inúteis” — ou, como se brinca na internet, “white people problems”: ocupações gourmetizadas, criadas para satisfazer as demandas de uma bolha corporativa que não produz “nada de tangível” — que iriam desaparecer do mercado ou que seriam comprimidas rapidamente. É fácil rir do meme. Afinal, quem trabalha no setor criativo e digital já se acostumou a ouvir de parentes no almoço de domingo a clássica pergunta: “Mas você trabalha com isso ou é só um hobby?”. No entanto, quando damos um passo para trás, essa piada perde a graça rapidamente. A percepção de que a economia criativa e digital é supérflua não é apenas uma questão cultural; é o reflexo de um problema macroeconômico profundo. Essa lista revela o retrato de uma economia brasileira reprimida, que ainda não aprendeu a gerar valor.Este vídeo analisa a relevância da produção profissional no mercado atual. Utilizando dados e gráficos, comparo carreiras classificadas como essenciais versus aquelas frequentemente subestimadas, como o design gráfico e o telemarketing. O objetivo é demonstrar como o mercado de trabalho brasileiro prioriza certas atividades em detrimento de outras e o que isso revela sobre nossa economia.Se você busca entender a dinâmica entre a economia brasileira e as áreas criativas, este conteúdo oferece uma análise crítica baseada em dados concretos. A discussão sobre a desvalorização do design é fundamental para profissionais que desejam compreender seu posicionamento no mercado.Inscreva-se para análises semanais sobre o mercado de trabalho e economia, e comente: você sente que sua profissão é valorizada no cenário atual? Episódios do Vídeo0:00 O desafio da carreira no cenário atual1:49 Um meme que revelou uma verdade dura5:39 O descompasso entre educação e mercado9:53 Como fugir da corrida dos ratos12:26 A desindustrialização e o impacto real To hear more, visit victormignone.substack.com