
As paredes de um hospital já testemunharam preces mais sinceras do que muitas igrejas. Já viram despedidas e reencontros mais emocionantes do que em aeroportos. É no hospital que vemos o verdadeiro sentido da vida: mãos que cuidam, independentemente de crenças, posições sociais ou diferenças. Médicos e enfermeiros dedicando-se a salvar desconhecidos, ricos e pobres lado a lado, policiais e detentos recebendo o mesmo cuidado, vidas entrelaçadas pelo mesmo propósito de viver. Ali, na fragilidade da dor, percebemos que somos todos irmãos, filhos do mesmo Criador, e que o valor da vida é maior do que qualquer barreira que possamos criar. Quando vamos compreender, de verdade, que viemos para servir, amar e caminhar juntos? Pois só quando nos reconhecemos no outro é que encontramos o sentido da nossa própria existência.