
maratona enquanto dormia. Nem sempre o cansaço é por fazermos muita coisa, mas por fazermos pouco do que nos faz bem. Eu sei que a primeira conclusão parece ser: eu estou fazendo coisas demais. Mas e se olhássemos por outra perspectiva? Será que não estamos fazendo pouco do que nos faz bem? A vida adulta nos engole, eu sei. Responsabilidades, boletos, tarefas sem fim. A grande questão é que quanto MAIS coisas temos a fazer, MAIS precisamos nos abastecer. Seu cansaço pode ser a ausência de si. De um momento de calma. De uma atividade que abastece. De uns minutos de conexão consigo. De fazer algo que gosta com frequência. E esse papo não é exclusivo pra quem tem o privilégio ou o mérito de ser dono/a da própria agenda, não. Pra dar conta de tudo (ou melhor, muito), é necessário estarmos inteiros e dispostos. É como a bateria de um celular. Se você só utiliza o aparelho pra fazer ligação e mandar mensagem, pode carregá-lo pouco. Mas se tem vários aplicativos em uso ao mesmo tempo, precisará colocar na tomada mais vezes. Quando começamos a fazer mais do que nos faz bem, a vida ganha uma nova cor. O cansaço dá lugar à energia, a tristeza à alegria, e o peso nos ombros se transforma em asas que nos permitem voar. Não é mágica, é apenas a nossa natureza respondendo ao que verdadeiramente nos faz bem. Para pra refletir: o que realmente te faz bem? O que te faz sentir vivo, energizado, e pleno? E, mais importante, quanto do seu tempo você tem dedicado a isso? Lembre-se, cuidar de si mesmo não é egoísmo, é essencial. Permita-se fazer mais daquilo que te faz bem. Talvez, assim, descubra que a chave para vencer o cansaço não está em fazer menos, mas sim em fazer mais daquilo que realmente importa. Que possamos encontrar o equilíbrio entre deveres e prazeres, e que nunca nos esqueçamos de alimentar nossa alma com o que verdadeiramente nos faz feliz.