Magalhães Júnior continua homenageando pioneiros da TV pouco lembrados atualmente. No programa de hoje, ele relembra da carreira de Lúcia Lambertini, Lea Camargo, Murilo de Amorim Correa e Amândio Silva Filho. 🟠 LEA CAMARGO "Ela tinha, tem e sempre terá o sorriso mais fotogênico da TV brasileira", afirma Magalhães. Lea Camargo Sant’anna nasceu em São Paulo em 1933. Formada em Teatro pela Escola de Arte Dramática, Lea Camargo também foi atleta do Clube Paulistano, participando de provas de corrida de 75 metros, corrida com barreiras e salto em altura. Casada com o também ator Xandó Batista, Lea começou nos palcos antes de ir para TV, rádio e cinema. Em televisão, ela iniciou a carreira Tupi de SP, em 1952, participando do "Grande Teatro das Segundas-feiras". Também atuava como "anunciadora", como eram chamadas as garotas-propaganda. Participou como atriz de inúmeros teleteatros, programas de entrevista, de humor e de variedades. Atuou em trinta novelas, passando pelas principais emissoras do país. Apesar de todo esse currículo, a personagem que marcou o talento da Lea Camargo foi Televina, criada em 1956 pelo autor e diretor Syllas Roberg. Televina era uma personagem cômica, de estilo atrapalhado, que fazia parte da programação diurna da TV Record. Era inicialmente um quadro dentro de um programa "Teverama". Em “Televina – Isso está errado”, a personagem passava ideias de comportamento e cidadania (numa época em que pouco se falava do tema). 🟠 AMÂNDIO SILVA FILHO Antônio Amândio Alves da Silva Filho nasceu em 1926, na cidade de Belém do Pará, e faleceu no Rio de Janeiro em 1993. Algumas fontes apontam que ele é gaúcho de Pelotas, mas seus pais só se mudaram para lá quando ele tinha 1 ano. Muito magro e bastante míope, Amândio começou como locutor e teleator na Rádio Farroupilha, de Porto Alegre, na mesma época em que escrevia uma coluna sobre artes no jornal "Diário de Notícias". Sua paixão pelo palco o levou ao Teatro do Estudante do Rio Grande do Sul. Foi essa mesma paixão que o fez tentar a sorte em São Paulo no início dos anos 1950. Foi apresentado a Júlio Gouveia, diretor do TESP (Teatro Escola de São Paulo), que logo lhe deu a primeira chance na TV. 🟠 MURILO DE AMORIM CORREA Murilo nasceu em Campinas (SP) em 1925 e faleceu em São Paulo no ano de 1997. Começou a carreira como radioator, mas logo as suas imitações de políticos, como Jânio Quadros e Adhemar de Barros, o fizeram ser premiado. Pelo menos na primeira década de vida da TV brasileira, Murilo participava da maioria dos programas de humor com imitação. Ficou famoso o programa, no início dos anos 1960, em que ele fez três imitações contracenando entre si: Jânio, Adhemar e o jornalista Silveira Sampaio. Mas outros três personagens consagrariam a carreira de Murilo Um no rádio, um na dublagem e outro na TV. No rádio, Jacinto, o Donzelo era um caipira inocente, que vivia querendo arrumar uma namorada. Na dublagem, Murilo deu voz ao elefante Jotalhão, personagem criado por Mauricio de Souza, nos comerciais do extrato de tomate Elefante. O grande personagem de Murilo na TV foi o Comendador Vitório, uma criação de Irvando Luiz para o programa “Grande Show União”, de 1960, na TV Record. Comendador Vitório era um italiano casado com Marieta (Maria Tereza), ambos extremamente ingênuos. Vários discos, gravados ao vivo em shows e lançados nos anos 1960, sempre venderam muito. 🟠 LÚCIA LAMBERTINI Lúcia Vitória Lambertini nasceu em 1926 na cidade de São Paulo, mesmo local onde viria a falecer em 1976. A história de Lúcia Lambertini na TV começa em 1952 quando ela se apresenta com o TESP, escola de teatro fundada por Júlio Gouveia. Lúcia Lambertini foi multitarefa em termos de televisão. Também teve aquele personagem com o qual ela ficou marcada, conhecida e famosa. Ela foi a primeira boneca Emília do "Sítio do Picapau Amarelo".