
Nesta edição do Sonar, o foco é o Rock in Rio 2026: o balanço crítico de Regis Tadeu sobre o primeiro fim de semana do festival, a polêmica despedida do Sepultura sem os maiores clássicos e a renovação do Korzus com duas novas guitarristas. Três notícias que escancaram o peso da tradição, do repertório e da renovação no metal brasileiro. 📰 Regis Tadeu entra no debate sobre melhores e piores shows do Rock in Rio 2026 O crítico Regis Tadeu repercutiu o balanço do primeiro fim de semana do Rock in Rio 2026, com base na cobertura do G1, publicada em 14 de setembro de 2026. A avaliação colocou Elton John, Hwasa, Bring Me The Horizon, Péricles e João Gomes entre os destaques do evento. A ausência de nomes do metal pesado na lista de melhores acende um alerta sobre o espaço do gênero em festivais de grande porte. A opinião de Regis Tadeu, conhecido por posições duras, costuma alimentar o debate público e influenciar a percepção sobre os shows. A cobertura já chega com consenso em torno de alguns nomes e rejeição explícita em torno de outros, o que torna a discussão sobre critérios de avaliação tão relevante quanto os próprios resultados. Para quem acompanha rock e metal, o episódio expõe o fosso entre o que o público do festival consagra e o que a cena pesada considera essencial. 📰 Sepultura se despede do Rock in Rio sem tocar "Territory" e "Roots Bloody Roots" A despedida do Sepultura no Rock in Rio 2026 deixou de fora os hinos mais óbvios do catálogo, o que irritou parte dos fãs. A apresentação, registrada pela crítica do O Globo, manteve força e competência, mas o repertório priorizou outras fases da banda, com faixas como "Sepulnation" e "Phantom self". A ausência de "Territory" e "Roots Bloody Roots" virou o centro da reação negativa. A escolha escancara uma decisão artística deliberada: a banda preferiu valorizar a identidade da fase Derrick Green em vez de ceder ao saudosismo. Para uma despedida, a decisão é corajosa e provoca um debate necessário sobre a relação entre legado, expectativa do público e autonomia criativa. O catálogo do Sepultura é patrimônio afetivo do metal brasileiro, e a recusa em transformar o show em um karaokê de clássicos mostra que a banda quis sair de cena mantendo o controle sobre a própria narrativa, mesmo ao custo de desagradar parte da plateia. 📰 Korzus anuncia nova formação com Jéssica Falchi e Jean Patton nas guitarras O Korzus anunciou em 2 de abril de 2026 sua nova formação, com Jéssica Falchi e Jean Patton nas guitarras. A banda apresentou também o single "No Light Within" como primeiro registro dessa nova fase. A formação agora conta com Marcello Pompeu, Dick Siebert, Rodrigo Oliveira, Jéssica Falchi e Jean Patton. A chegada de Falchi, ex-Crypta, amplia a presença feminina num espaço historicamente dominado por homens e injeta fome nova numa banda veterana. Patton, ex-Project46, foi efetivado após um período de transição. O single marca o início de um ciclo que pretende conciliar a tradição do thrash nacional com uma sonoridade atualizada. A renovação do Korzus acontece em um momento em que o metal brasileiro discute sucessão geracional e representatividade, e a nova formação posiciona a banda como ponte entre a velha guarda e uma nova geração de músicos e ouvintes. NESTE EPISÓDIO O balanço do G1 ignora o metal pesado na lista de melhores shows do Rock in Rio 2026. Regis Tadeu usa a cobertura para reforçar o debate sobre critérios de avaliação ao vivo. O Sepultura deixa "Territory" e "Roots Bloody Roots" de fora da despedida no festival. A escolha de repertório do Sepultura prioriza a fase Derrick Green e provoca reação dos fãs. O Korzus oficializa Jéssica Falchi e Jean Patton nas guitarras com o single "No Light Within". Mencionados no episódio 🎸 AFTER FOREVER – CANCELADO — Show da turnê previsto para 6 de março de 2026 no Tokio Marine Hall foi cancelado por força maior; fãs devem acompanhar as orientações oficiais nas plataformas de venda para reembolso ou remarcação.