
O governo Jair Bolsonaro, mais uma vez, coloca em risco a aquisição de dezenas de milhões de vacinas. Sem explicação plausível, o Ministério da Saúde deixou disponível na internet por dez dias o contrato assinado com a empresa americana Pfizer. O contrato previa um rígido acordo de confidencialidade, principalmente sobre o preço de cada dose e as datas prováveis de entrega do imunizante. A quebra de confidencialidade pode deixar uma brecha jurídica para que a Pfizer peça a rescisão do contrato por justa causa e ainda receber, mesmo sem entregar a vacina, uma indenização no valor de 1 bilhão de dólares, que convertido para nossa moeda, chega a quase 5 bilhões e 500 milhões de reais.