
A Giselli teve seu primeiro filho aos 15 anos. Até os 21, ela teve mais três filhos. Mas ela decidiu que não iria ser julgada por ser uma mãe solo e jovem e buscou mudar toda sua vida. A maternidade precoce não é algo raro no nosso país. Quantos casos a gente não conhece de crianças que acabaram virando pais de outras crianças muito cedo, né? E por mais que isso seja uma questão que deve ser discutida como assunto de interesse público - cada vez se faz mais urgente falar sobre educação sexual - a primeira coisa que não deve ser feita é a condenação moral. É importante que a gente entenda que o acolhimento emocional é essencial para que a gente deixe de enxergar a maternidade / paternidade precoce como o fim da linha de muitos jovens. Um exemplo disso, é a própria Giselli que foi se ajeitando, voltou a estudar e começou a trilhar um caminho de sucesso depois que sua família a acolheu. Hoje, aos 35 anos, ela é concursada, tem sua casinha própria e cria seus filhos da melhor maneira possível! E mesmo que apareça uma ou outra pessoa para julgá-la, ela tira tudo de letra porque sabe que sua trajetória pode ser inspiradora para outras mães jovens e/ou solo. O Histórias para ouvir lavando louça é um podcast do ter.a.pia apresentado por Alexandre Simone e Lucas Galdino. Para conhecer mais do ter.a.pia, acesse historiasdeterapia.com. Roteiro: Luigi Madormo Edição: Felipe Dantas