
Hawkins, 1983. Uma noite gelada lá fora, mas quentinha por dentro: carpete felpudo, cheiro de mac’n’cheese no ar, Atari na TV e o som baixo da WMXN 88.9 tocando no rádio da cozinha. O pijama do Retorno de Jedi, os brinquedos espalhados no tapete, a luz alaranjada do abajur em forma de foguete... Tudo parecia exatamente como deveria ser. Até que o walkie-talkie, desligado, fez um clique. Pequeno. Quase imperceptível. Talvez fosse só a sua cabeça. Talvez não. Mas ali, no silêncio da noite e com o cobertor puxado até o nariz, você teve aquela sensação de novo: a de que, em Hawkins, algumas coisas simplesmente... escapam da explicação.