
O poeta se inspirou nas palavras de um menino. Nas imagens fantásticas das crianças e na própria experiência de infância em comunhão com a natureza pra criar novas imagens e peraltagens. Manoel de Barros disse assim: "Eu tenho que essa visão oblíqua vem de eu ter sido criança em algum lugar perdido onde havia transfusão da natureza e comunhão com ela. Era o menino e os bichinhos. Era o menino e o sol. O menino e o rio. Era o menino e as árvores." O poema narrado é o primeiro do livro 'Compêndio para uso dos pássaros', publicado pela editora Leya.