
A expressão “Da Bastilha ao cotidiano” procura sintetizar o movimento central do episódio: partir de um acontecimento emblemático da Revolução Francesa para demonstrar que sua marca mais duradoura não se limitou aos grandes episódios de ruptura, mas alcançou o vocabulário político, as práticas coletivas, os símbolos públicos e a própria experiência comum da vida política. Já a formulação “como a Revolução Francesa reinventou a política” destaca a tese do trabalho: a Revolução não apenas substituiu governantes ou reformou instituições, mas redefiniu o sentido da política na modernidade. O público-alvo definido para o podcast é o público em geral, o que exigiu uma linguagem clara, fluida e informativa, sem abrir mão da densidade conceitual necessária ao tratamento histórico do tema. O objetivo foi construir um texto autoral, consistente e bem fundamentado, capaz de articular o conteúdo das aulas e dos textos complementares com uma forma de comunicação adequada à divulgação histórica. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ARENDT, Hannah. Da revolução. São Paulo: Ática, 1988. HOBSBAWM, Eric J. A era das revoluções: Europa 1789-1848. 25. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2014. HUNT, Lynn. Política, cultura e classe na Revolução Francesa. Tradução de Laura Teixeira Motta. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. ROMANI, Carlo. O 1789 e o início da época contemporânea. In: HISTÓRIA contemporânea I. Rio de Janeiro: CEDERJ/UNIRIO, [s.d.]. Aula 1.