
Naamã era chefe do exército do Rei da Síria. · O rei da Síria pode ter sido o Ben-Hadade III, que em 8.7 também será visitado por Eliseu numa ocasião de doença (e não o curou, mas anunciou sua morte!). · O rei de Israel devia ser o Jorão, filho de Acabe (cf. 3.1). A Síria mantinha relações com Israel, às vezes amigáveis, às vezes hostis. Num desses conflitos entre os dois países, uma jovem de Israel fora levada cativa e se tornou escrava na Síria, na casa do general Naamã. · Essa jovem, mulher, israelita e escrava faz um papel missionário na narrativa de 2 Reis. Ela vê o seu opressor doente e se preocupa em prover uma solução para aquela situação. Lembre-se que no contexto de Israel – na nação dela – um leproso era tido como alguém marginalizado, não aceito pela sociedade. · A história possui inversões de papéis interessantes: ü A criada que ajuda o senhor ü O profeta poderoso e o rei impotente, o profeta que tem solução que o rei não pode dar... O v.3 nos dá conta de que essa jovem disse à esposa de Naamã: Ah! Se o seu marido pudesse ir até meu país... ali tem um profeta que o curaria dessa doença! E, se você manteve sua atenção na leitura do texto, sabe que Naamã vai buscar solução para o seu problema em Samaria, com o rei de Israel – porque deve ter imaginado que o profeta que a jovem mencionou fazia parte do séquito real... Foi ao palácio buscar solução, mas ele acaba na casa do profeta Eliseu.