
Judá estava em cativeiro, em cumprimento aos muitos avisos dados pelos profetas bíblicos sobre o destino desastroso de Israel em razão de seus pecados contra Deus. Para os filhos de Judá, estar na Babilônia por ocasião da deportação forçada, significava entender três coisas: a) reconhecer que ninguém estava na Babilônia sem merecer; b) estando na Babilônia não é preciso ser babilônio e, c) a fé será provada. Perceba no texto que a ordem presente, instituída pelo rei, dizia que todo joelho deveria se dobrar diante da "imagem de ouro" erguida em sua homenagem, que o não cumprimento representaria punição (cf. v.4-6). A fé dos três servos de Deus lançados na fornalha de fogo ardente na Babilônia se mostrou uma fé à prova de fogo e a história é muito representativa para nós, pois observamos que eles se mantiveram fiéis a Deus, não se amoldaram ao "jeito do lugar" e dependeram de Deus como se não houvesse, como de fato não há outra opção ao servo de Deus a declaração no v. 16 acaba por assentar no coração algo que aqueles jovens sabiam muito bem, que a fé falada será sempre consequência da fé vivida. Com convicção disseram: "Ó Nabucodonosor, não precisamos defender-nos diante de ti." Que o nosso Deus nos abençoe!