
Hoje o Carlos trouxe uma palavra sobre a vida de Zaqueu e sua peregrinação espiritual e a transformação que a vida de um cobrador de impostos pode se comparar com a nossa. TEMA: A Peregrinação Espiritual de Zaqueu. TEXTO: Lucas 19:01-10 INTRODUÇÃO: A história de Zaqueu é também a minha história e a sua história. A Bíblia Sagrada é um livro de arquétipos, ou seja, cada personagem humano da Bíblia representa você, cada personagem é alguém como você e alguém como eu. Isso quer dizer que há um Zaqueu em você. Então eu irei fazer uma releitura da história de Zaqueu para vocês tentando discernir quais são os estágios, quais são os degraus que Zaqueu vai subindo na sua peregrinação espiritual. Como é que ele sai da condição de um absoluto desconhecido de Jesus para se tornar um amigo intimo de Jesus? Qual é esse caminho que ele percorre? Quais são as fases que Zaqueu vai atravessar? 1- Alienação: Aquela fase da vida quando a gente vive como se Deus não existisse, na verdade a gente vive uma ilusão de não precisar de Deus, é a fase da satisfação, do contentamento, da alegria, é a fase do sucesso, é especialmente a fase do prazer. É a fase da vida boa, é a fase quando se a vida não é boa nós temos no coração uma profunda sensação de que ela vai ficar boa a qualquer momento. É a fase do interesse e da satisfação do nosso próprio coração, das nossas próprias vontades, dos nossos próprios anseios, dos nossos desejos, dos nossos sonhos, em que a gente está perseguindo objetos de desejo e de prazer. Essa é a fase do Zaqueu ladrão. Zaqueu tem a oportunidade de acesso ao prazer e isso me faz lembrar Salomão quando dizia: Nada do que os meus olhos viram ou desejaram eu neguei ao meu coração. Essa é a fase da busca de prazer. E essa fase da alienação também tem umas etapas: I- Busca do prazer Só que prazer, prazer, prazer, enjoa. Diz um pensador que: Mais do mesmo nos deixa no mesmo lugar. Schopenhauer o filósofo diz que: A vida é um pêndulo entre a frustração e o tédio. Frustração porque a gente deseja e não tem. E o tédio porque a gente consegue o objeto do desejo e percebe que ele deixou de ser objeto de desejo. E a gente logo estica o olho para outro desejo e outro desejo e outro objeto de prazer. E a gente vai consumindo, consumindo aquilo que na nossa ilusão vai dando satisfação pra gente e a gente chama de prazer. Só que isso nos conduz ao fastio, ao tédio. II- Fase do tédio É quando você tem o prazer repetido e ele não te satisfaz mais, é quando você conquistou, você alcançou, você possuiu, mas isso não te satisfaz mais. III- Fase da Extravagância Daí você vai pros abusos. É a fase da adrenalina, quando você experimenta de tudo e de tudo muito, de tudo bastante, de tudo intensamente. Só que isso também, não resolve. IV- Fase do Desespero Tem gente que não volta da fase do exagero, da extravagância. Literalmente morre se acaba numa droga, destrói a sua vida num relacionamento destrutivo, cai num sofrimento profundo, mergulha numa escuridão de alma e de lá não sai nunca mais. Quem tem o mínimo de bem aventurança, sai do prazer pro tédio, do tédio pro exagero e do exagero, se não se afundou na escuridão mais profunda, entra na fase do desespero, da angústia, da busca de ar, dessa sensação de que existe mais, alguma coisa além, algo que eu ainda não vi, algo que eu não senti, algo que eu ainda não experimentei, algo que eu ainda não acessei. É o desespero que faz com que a gente tenta buscar ar em algum lugar. 2- Busca Quando eu bato no desespero, eu começo a buscar. É aí que eu vou procurar aquela bíblia que minha avó me deu na infância, é aí que eu vou pedir oração praquele meu amigo da Assembleia de Deus, é aí que eu vou num terreiro de macumba, é aí que eu vou num centro espírita, é aí que eu vou na Secho no ie, é aí que eu vou no Santo Daime, eu vou buscar de alguma forma, eu vou na missa, eu vou atrás, eu vou pra Compostela fazer o caminho de Santiago,