
Chamados para ser sal, fermento e luz Deus não prometeu que Seus filhos viveriam sem problemas, mas nunca os deixa sem direção. E a direção que Ele nos dá está ligada à nossa identidade: fomos chamados para ser sal, fermento e luz. Isso não é simplesmente um conjunto de tarefas a realizar; é expressão de quem somos em Cristo.¹ Deus prometeu que a terra se encherá do conhecimento da Sua glória. Essa promessa está diretamente ligada à proclamação do Evangelho, porque Deus estabeleceu uma forma de revelar Sua glória: Jesus Cristo. A boa notícia precisa ser anunciada: Jesus é Deus, se fez carne, morreu, ressuscitou, é o Senhor e voltará. Deus colocou poder nessa mensagem, e fomos chamados para anunciá-la.² Entretanto, antes de qualquer outro chamado, precisamos ter resolvido no coração o chamado principal: somos filhos de Deus. Não pregamos, servimos, perdoamos ou buscamos santidade para nos tornarmos filhos. Nós já fomos recebidos como filhos pela graça e, a partir dessa identidade, expressamos a vida do Pai. Quando isso não está claro, podemos viver como funcionários tentando conquistar aquilo que somente a graça pode nos dar.³ Jesus afirma: “Vós sois o sal da terra”. Ele não manda Seus discípulos conquistarem essa identidade; Ele declara quem eles são. O mesmo acontece com o fermento: sua presença pode não chamar atenção, mas seus efeitos são impossíveis de esconder. Não fomos chamados para buscar reconhecimento ou admiração, mas para que, quando as pessoas se aproximem de nós, percebam a presença e a vida de Cristo.⁴ Por isso, missões não são apenas uma atividade ou departamento da igreja. A missão de Deus habita em nós porque Cristo habita em nós. Todo discípulo é enviado. Nossa identidade não está na busca por poder, posição ou reconhecimento, mas na autoridade recebida no nome de Jesus. Quando as pessoas olhavam para Cristo, viam a revelação do Pai. Também fomos chamados para revelar quem o Pai é. Isso não acontece somente nos nossos acertos ou nos momentos em que parecemos fortes. Muitas vezes, Deus é revelado justamente quando reconhecemos nosso pecado, nos arrependemos e permitimos que Sua luz alcance nossas fraquezas. Não precisamos ser pessoas de aparência impecável; precisamos ser homens e mulheres verdadeiros, transformados por Jesus.⁵ Também fomos chamados para ser o toque do Pai na terra. Nossas mãos podem acolher, servir e alcançar pessoas. Nossa vida pode mostrar que transformação é possível. Podemos dizer: “Olhe para aquilo que Cristo está fazendo em mim; Ele também pode transformar você”. Ser cheio do Espírito Santo precisa se transformar em prática. O Espírito não nos enche apenas para uma experiência interior, mas para transbordarmos em palavras, serviço, oração, amor e proclamação. O Senhor quer limpar dos nossos pés tudo aquilo que impede que vivamos nossa identidade e renovar nossa entrega à missão que Ele nos confiou.⁶ Perguntas para reflexão: Que “poeira” deste mundo preciso permitir que Deus limpe para viver minha identidade de sal e luz? O medo, a vergonha, minha agenda, distrações ou preocupação com minha imagem têm impedido que eu anuncie Jesus? Tenho vivido como filho de Deus ou como alguém tentando conquistar Sua aprovação? As pessoas que se aproximam de mim conseguem perceber algo de Cristo? Tenho tratado missões como uma atividade ou como parte da minha própria identidade? Para quem vou contar a mensagem do Evangelho nesta semana? O que Deus está me chamando a transformar imediatamente em prática? ¹ Mt 5:13-16; Mt 13:33. ² Hc 2:14; Rm 1:16; 1Co 15:3-4. ³ Jo 1:12; Rm 8:15-17; Gl 4:4-7. ⁴ Mt 5:13-16; Mt 13:33. ⁵ Hb 1:1-3; Jo 14:9; 1Jo 1:7-9. ⁶ Jo 7:37-39; At 1:8.