
Vídeos no Instagram trazem interpretação de hip-hop e pop em Libras Formada em artes visuais e intérprete de Libras, Anne Magalhães encontrou uma maneira inusitada de chamar a atenção para a inclusão de surdos e o respeito a este público, por meio das redes sociais. “Eu uso a música como um ponto de mediação, um ponto de encontro entre as pessoas e alguma consideração importante, bonita ou relevante de algum jeito”, afirma em entrevista para o podcast do Instituto NET Claro Embratel. No perfil aannemagalhaes, no Instagram, ela dança e, ao mesmo tempo, traduz as letras para Libras. O contato com essa língua veio ainda na adolescência, quando trabalhou em uma escola para surdos. Mas a ideia de criar os vídeos surgiu a partir da convivência com o educador de arte Bruno Ramos, de quem foi tradutora de Libras durante 5 anos. “Ele tem uma longa pesquisa sobre poesia visual, rima visual, música pra surdos. Então a gente começou a pesquisar sobre vibração e reverberação do som para esse ‘lugar físico e sensorial’ e várias pesquisas foram saindo daí”. Com as postagens, iniciadas sem grandes pretensões, Anne percebeu que os vídeos têm o poder de aproximar. “Eu uso a música como ferramenta pra essa aproximação e a minha intenção é mediar, é criar essa ponte entre pessoas surdas, ouvintes e os temas, e cruzar tudo isso. Acho que tem dado certo… tem dado mais certo do que eu imaginei”, revela. Entre os artistas que recebem a versão de suas músicas em dança e Libras estão Elza Soares, Rincon Sapiência, Emicida e Karol Conka. Créditos: As músicas utilizadas nesta edição do podcast, por ordem de entrada, são: “Meu Bloco”, Rincon Sapiência; “Tua”, Linkiker; “Bluesman”, Baco Exu do Blues; “AmarElo” (Felipe Vassão/DJ Duh/Emicida/Belchior), com Emicida, Pabllo Vittar e Majur; e “Jesus Chorou”, Racionais MC’s. A música de fundo é de Reynaldo Bessa. Crédito da imagem principal: arquivo pessoal.