
A quarta edição da série de livros “Diálogos Críticos” reúne dezenas de pesquisadores de universidades públicas para debater a perda de diversidade e autonomia nas escolas.“Se eu defendo a diversidade, a autonomia é fundamental! É preciso que se respeite os diferentes modos de existir das pessoas”, afirma a professora da Universidade Federal do Paraná/Setor Litoral Ângela Massumi Katuta, autora de um dos capítulos do livro. “[Trata-se da] autonomia de pensar dos professores e professoras de cada um dos vilarejos, de cada um dos munícipios, da liberdade de pensar os processos educativos, porque os sujeitos não são iguais. (...) Então é nesse sentido que diversidade/ autonomia não dialoga com padronização/controle. E é o que a Base Nacional Comum Curricular, os currículos, têm feito”, explica Katuta. A obra enumera as ameaças que a educação pública tem enfrentado. Ela apresenta projetos em disputa: de um lado, uma educação mais diversa e que leva em conta as diferentes realidades da comunidade escolar, de outro, uma educação mais padronizada e com maior controle de alguns grupos. Alguns capítulos destacam, ainda, a dificuldade de manter uma educação que respeite os diferentes modos de vida de um país de dimensões continentais como o Brasil. “Há uma luta pelos povos do campo, quilombolas, indígenas, de buscar uma educação que tenha essa especificidade do seu território, que garanta a sua autonomia, sua diversidade”, afirma a professora da Universidade Federal da Bahia e também autora de um dos capítulos do livro Marize Souza Carvalho.