
O interesse pelo breakdance, assim como aconteceu com o skate nas Olimpíadas de Tóquio, deve aumentar até os próximos jogos. Em Paris-2024, a dança, também chamada de breaking, vai se tornar a mais nova modalidade esportiva. Consequentemente, a educação física na escola também deve voltar ainda mais as atenções para os movimentos corporais que têm origem na cultura hip hop. “Alguns [alunos] têm um pouco mais de dificuldade, mas eu procuro encorajá-los, elogiar as evoluções que eles fazem, para justamente adquirirem cada vez mais autoconfiança, melhorar a autoestima deles com a prática da dança. A ideia principal, quando eu coloco também o break, é valorizar esse aspecto emocional”, afirma o professor de educação física Edson Júnior, que atua em escolas da rede pública do Rio de Janeiro. Para ele, o breakdance deve ser trabalhado de maneira interdisciplinar. “Com cada [professor] pegando um dos elementos da cultura: eu ficando com a dança; a professora de artes trabalhando a parte de grafite; a professora de português se incumbindo de fazer a parte da prosa e do verso, da poesia pra desenvolver o rap; e o professor de história, na parte do desenvolvimento do conhecimento das raízes histórico-culturais do movimento hip hop, no passado e atualmente”, exemplifica com os projetos que participa. No áudio, Edson e alguns alunos que tiveram aula com ele relatam como o breakdance e a proximidade com a cultura urbana ajudam no desenvolvimento motor, cognitivo, afetivo, social e cultural.