
Quando a pessoa com deficiência é vista como incapaz ou inapta para cuidar da própria vida, caracteriza-se o capacitismo. Trata-se, portanto, do preconceito que gera descrença na capacidade de uma pessoa em função de sua deficiência física ou mental. “Eu, por exemplo, passei por isso na minha adolescência, nos anos 1970. Tinha um tio que dizia: ‘Tira o Marquinhos da escola, é perda de tempo. Com essa visão que ele tem, não vai conseguir grandes coisas do ponto de vista profissional’. Essa é uma atitude capacitista!”, exemplifica o professor e radialista Marcus Aurélio de Carvalho, que atualmente é o responsável pela Comunicação da Organização Nacional de Cegos do Brasil (ONCB). O nadador e campeão paralímpico Clodoaldo Silva traz o tema para um público amplo. Para ele, o esporte é uma forma de falar de maneira mais leve e instruir as pessoas. Tubarão, como é conhecido, ressalta a importância de eventos como as Paralimpíadas Escolares: “Essa questão de começar mais novo na competição e na escola vai passando e mostrando pra outras pessoas que não têm deficiência, que nós somos capazes, que nós não precisamos ser tratados como coitadinhos”. No áudio, Clodoaldo afirma que a melhor forma de combater o capacitismo é ampliando a acessibilidade para todas as pessoas. “A partir do momento que nossas autoridades em âmbito municipal, estadual e federal puderem olhar de uma maneira mais séria para a questão da acessibilidade, o capacitismo, o preconceito e a discriminação vão diminuir muito no nosso país”, defende.