
Há relação entre as crises hídrica e energética com o desmatamento na Amazônia? Especialistas ouvidos pelo Instituto Claro explicam que é possível associar a falta de chuva nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, por exemplo, com a derrubada ilegal de árvores na floresta. “Tem a ver com a mudança global do clima e, também, um enfraquecimento, uma atenuação, da transferência de água pela atmosfera da região amazônica, os chamados rios voadores”, afirma o físico e coordenador no Instituto Clima e Sociedade Roberto Kishinami. Com a crise hídrica, a energia elétrica também fica comprometida, porque, em vez de investir em energias renováveis, o governo federal indica o uso de termelétricas. “Tem térmicas que estão operando de modo contínuo e que custam R$ 1.520,00 por megawatts/hora. Isso é uma enormidade, comparado com R$ 100,00 por megawatt/hora que uma eólica ou solar fornece”, cita Kishinami. O podcast também ouve o biólogo, ambientalista e vice-presidente do Instituto Democracia e Sustentabilidade, João Paulo Capobianco. No áudio, os entrevistados falam sobre a ameaça de apagões e apontam que o Brasil teria condição de adotar soluções para atenuar o problema com a mudança no sistema de abastecimento e políticas de preservação ambiental.