
Especialistas citam obrigações dos governantes para garantir a segurança da comunidade escolar Secretarias de ensino municipais e estaduais têm definido critérios de retorno às aulas presenciais nas escolas, mas algumas delas sugerem a transferência da responsabilização para as famílias. “Se você não cria condições para as famílias, especialmente as mais vulneráveis, se segurarem nesse período, é como se você pressionasse pela voltas às aulas”, afirma o professor da Universidade Federal do ABC, especialista em políticas educacionais e integrante da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Fernando Cássio, ouvido neste podcast. Segundo a pneumologista da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, Patrícia Canto Ribeiro, também entrevistada pelo Instituto Claro, é fundamental que a família seja ouvida, mas não deve ser dela a responsabilidade de decidir se é seguro ou adequado que os estudantes retornem para as escolas. “Não é que a família está optando por não mandar porque não quer, é porque não se sente segura, porque ainda não tem certeza de que seu filho vai e não vai adoecer. Se aquela comunidade escolar opta por não ter aulas nesse momento, precisa ser levado em consideração e ser debatido entre as autoridades de educação, as autoridades sanitárias e essa comunidade escolar”, sintetiza. Foto: divulgação