
Obras da autora trazem personagens históricas importantes, como Anita Garibaldi, Chiquinha Gonzaga e Frida Kahlo. Recém-empossada para a cadeira de número 35 da Academia Paulista de Letras, Maria Adelaide Amaral se tornou uma das cinco mulheres entre os 40 integrantes da casa. As outras quatro são: a dramaturga Renata Pallottini e as escritoras Ruth Rocha, Anna Maria Martins e Lygia Fagundes Telles. Entrevistada neste podcast, Adelaide começou a carreira nos anos 70 como jornalista, mas ficou conhecida pela sua dramaturgia, como escritora e autora de dezenas de novelas e minisséries de sucesso. Dentre elas, séries históricas, como “JK” e “A casa das sete mulheres” (sobre a Revolução Farroupilha). Há ainda a dedicação a biografias de mulheres, que também se destacam no ambiente escolar. “No lançamento do livro ‘Frida y Diego’ tinha um monte de adolescentes da rede pública, meninos e meninas, que não tinham dinheiro para comprar o livro. Mas eles foram lá porque se interessavam por isso”, constata. No áudio, a autora revela que a escolha das biografadas está ligada ao “fato de elas terem sido libertárias para a época em que elas viveram”. Ao tomar contato com essas histórias, Adelaide acredita que as meninas se sentem representadas. “As meninas têm que saber lutar pela sua vida, pela sua independência, pela sua liberdade, pelos seus direitos de ser cidadã. E quando elas estão fazendo isso individualmente, elas. estão fazendo isso coletivamente”, defende. Imagem: Maria Adelaide Amaral no lançamento de “Frida Y Diego” (crédito: divulgação)