
Integrante da frota de Pedro Álvares Cabral, Pero Vaz de Caminha foi o escrivão que transformou em carta de achamento as impressões dos portugueses, diante da natureza e dos nativos que encontraram no que viria a ser o Brasil. “A carta é intermediada pela visão cristã do século XVI e mercantilista, o registro que se faz das terras e das gentes. E a gente percebe isso tanto nas constantes referências à necessidade de catequização dos indígenas como, também, o explícito interesse em se encontrar metais preciosos”, resume o professor do Anglo Vestibulares Paulo Oliveira, ouvido pelo Instituto Claro neste podcast. A carta de achamento trata do encontro entre dois mundos e é tida como uma espécie de certidão de nascimento do Brasil, em que se percebe o deslumbramento do autor em relação ao clima, paisagem, fauna, flora e também com os nativos.